quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Capítulo 16

J.R e seus dois amigos, essas foram as três pessoas que encontrei no meio do caminho e com isso fiquei mais aliviado.
Já na sua casa, entrei direto no seu quarto e peguei a minha mochila. Vocês devem estar perguntando, "o que tem nessa mochila?" Porque ele levou esta mochila?". Tinha levado a minha mochila porque tive que levar algumas roupas de sair e dormir, já que a festa do peão começaria bem tarde e então tinha que dormir na casa de J.R.
- cara, se ja ta indo embora? você não vai ficar para a festa de peão? Perguntou Jean ao me ver com a mochila.
- não, tenho que ir. Você tem os horários do ônibus?
- tenho, espera que eu vou pegar.
Eu estava vendo os horários e aquele dia, definitivamente, não era o meu dia de sorte, pois o próximo ônibus para Rio Preto demoraria uma hora para chegar no terminal de Bady Bassit e assim tive que esperar mais um tempo na casa de J.R. "É nessas horas que a carta de motorista fazia falta!".
Nesse tempo de espera, Jean, já com uma cara de sono, resolveu tomar o café da tarde. Nesse café da tarde tinha bastantes coisas como, bolachas, biscoitos, pães, queijo, cheder, batata palha e leite com Nesquick. "Nesquick?”Exatamente, quando fiquei sabendo que J.R gostava disso em vez do tradicional achocololatado, dei muitas risadas, afinal a maioria das pessoas que tomam isso com leite são as crianças. Mesmo assim, resolvi comer alguns biscoitos e tomar leite com Nesquick, apesar de preferir o gosto do chocolate a o morango. Eram tantas coisas para comer e beber que percebia o porquê de J.R ser um pouco gordo.
Enquanto estávamos comendo, ficamos conversando e discutindo sobre as coisas que tinham ocorrido durante o churrasco e após.
- ou cara, porquê você vai embora? Fica ai. - Perguntou J.R
-Depois dessa festa, ficar? nem pensar! - respondi
- O que tem a festa? tava legal!
- pra você, que já estava bêbado e que conhecia as pessoas. Agora pra mim, estava uma bosta, acabei ficando isolado e sem contar que fiquei perdido na cidade por causa da sua explicação de bêbado!
- ah cara, eu aproveitei bastante, afinal eu bebi e comi muito!
- oh, isso que é aproveitar hein!
Depois da minha fala, irônica, ficou um silêncio na cozinha que só foi quebrado por uma voz feminina com um sotaque francês. Era a Tia de J.R.
- Jean como foi a festa?
- tava bom!
- e ai vocês vão na festa do peão?
- o Jader não vai, ele esta indo embora.
- você já ta indo emborra? não, fica para posa aqui e estou fazendo a janta e já já esta porronto!
O Ônibus iria demorar, estava chovendo, quase escurecendo, o cheiro bom da comida e por mais que estivesse nervoso não deixaria de conhecer a festa do peão. Resolvi ficar.
Depois de tomar o café da tarde, J.R ficou no computador, enquanto eu fiquei vendo algumas fotos que estavam na sala. Fotos da família, de quando o Jean era pequeno. "Jean pequeno, como será que ele era?" Simplesmente um menino porpeta, baixinho e gordinho. Também vi fotos do seu pai e achei que Jean se parecia muito com ele, bem polonês.
Após J.R ter acabado de jogar um jogo de RPG pela net, usei um pouco o seu computador e entrei no MSN. Estavam online C.A e Arthur, os dois já foram me perguntando se estava me divertindo em Bady e todas as minhas respostas foram falando mal de Jean.
Estava no computador e J.R veio me chamar para comermos lanche, aceitei e até tinha esquecido sobre a janta que a Tia dele estava fazendo. Durante o caminho, Jean foi apresentando alguns lugares e chegando lá estava o Renato e seu primo, conversas sobre o churrasco e a festa de peão, local onde Renato não iria.
Sobre a festa do peão, não foi muito legal porque J.R estava com muito sono e só ficamos dando algumas voltas. No final da festa, Jean falou:
- cara, você vai nessa que eu vou naquela! Quando eu vi a menina, era uma gorda e de imediato fiquei parado, já a do J.R era bonitinha mas ele acabou levando um toco.
Quando voltamos para a sua casa, presenciei uma cena triste. A mesa estava com os pratos, garfos, facas e copos mas não tinha ninguém. Fiquei com dó de sua Tia e concerteza aquela comida devia estar boa. Antes de dormir, comemos alguns biscoitos e leite com Nesquick e fomos jogar CS, J.R acabou ganhando. "Também camper".

O celular tocou, acordei, era Renato falando que passaria para me pegar. Peguei as minhas coisas e fui conhecer a casa, suas irmãs e as cachorras do Renato e depois ele me levou para casa.
Apesar de terem ocorrido muitas coisas que me deixaram nervoso, acabou sendo um dia diferente e legal por ter conhecido a cidade do “sem noção”.

Agradeço a Família de J.R (primo, tio e tia) pela recepção.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Capítulo 15

- Jean, vou embora.
- mas já? você não vai ficar para a festa do peão?
- não.
- ou, vou ficar mais um pouco aqui!
- serio? então como eu faço para pegar as minhas coisas na sua casa?
-eu explico o caminho de casa. Você vai pegar essa rua......
Depois da explicação de J.R, Jader saiu do churrasco e foi andando perdidamente, sobre as ruas de Bady Bassit.
Algumas horas antes.

Entrei no carro, a pessoa que estava ao lado de J.R, no volante, era o seu primo que aparentava ser mais velho e assim fomos em direção à casa de Jean. No caminho, fui conhecendo cada parte da pequena cidade chamada Bady Bassit, a praça central com a sua igreja, a tranqüilidade e as outras características que me fizeram lembrar da minha cidade, onde vivi os melhores momentos da minha infância.
A casa de J.R era simples, logo na entrada estavam três pessoas sentadas na sala sendo duas meninas e um menino, comprimentei-os e depois deixei a minha mochila no quarto de J.R. Tinha voltado para sala e tentei me enturmar com o pessoal, mas eu sou péssimo e fiquei só ouvindo as conversas e dando risadas de alguma coisa. Durante a conversa, estava olhando para as pessoas que se encontravam na cozinha, especialmente para uma das mulheres que me chamou mais atenção por ser mais bonita: belos peitos, bunda grande e olhos verdes. Esta era a prima de J.R e a outra era a sua Tia.
Depois de passado alguns minutos, fomos para o churrasco na casa da amiga de J.R e chegando lá tive uma decepção. Quando entrei na casa, não tinha muitas pessoas, principalmente mulheres, o povo que estava na festa era mais velho e para piorar a maioria cursava medicina veterinária, ou seja, peão (botas, fivelas) e musicas sertaneja. Então, tive que aproveitar o chopp, carne, pão e o molho.
1, 2 , 3 , 4, 5 copos de choop e conversar com J.R e seus amigos mas nada que faça me enturmar com o pessoal, também porque eu só dava aquelas risadas e falava muito pouco. Eu já estava ficando meio zonzo e parei com o choop e fui tomando refrigerante, já J.R foi tomando até ficar um pouco bêbado.
Musicam sertanejas, isolado, amigo bêbado e barriga cheia, já era hora de ir embora, mas resolvi ficar mais um pouco para J.R aproveitar mais. Duas horas tinham se passado e decidi chamar J.R para irmos embora, só que ele não queria ir e então comecei a ficar nervoso. "Como pegaria a minha mochila na casa dele?” ·

Quando ele começou a explicar o caminho para chegar em sua casa, fiquei muito nervoso e a minha vontade foi de dar uns murros em sua cara.”Meus caros leitores, como vocês ficariam se um amigo seu, já bêbado, explica-se o caminho em uma cidade que você nem conhece?". Eu ouvi várias vezes às explicações e fui andando rumo a sua casa.
Estava muito nervoso, não tinha conseguido entender direito a sua explicação e pensava em muitas coisas, "onde será que o Renato mora?, aonde eu vou agora". Cheguei até certo ponto e percebi que estava perdido. Não tinha crédito no meu celular, eu vi varias pessoas e até um policial, pensei em pedir ajuda mas só ficou no pensamento. Também tinha visto o primo de J.R passando com o carro mas ele não me viu. "E agora, o que eu faço?".
A única coisa a fazer, era voltar para o churrasco. Estava voltando quando vi três pessoas.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Capítulo 14

Você já levou um "bolo" de alguém? Qual foi a sensação? Posso dizer que é horrível compartilhar o vazio e ao mesmo tempo a esperança de que eles poderiam aparecer.
Não sei se foram essas sensações que J.R sentiu, mas quando eu levei o meu primeiro "bolo" tive exatamente esses sentimentos, além da raiva. Este ultimo, era a sensação que J.R estava sentindo, não só por mim, mas por todos do grupo.
Estava me sentindo culpado, mas naquele dia não queria sair porque os tipos dos lugares, em que o grupo costumava frequentar, eram os mesmos e por isso as saídas estavam tornando-se enjoativas.
"Será que não teria um lugar mais animado e diferente? Uma festa?". Poderia ser qualquer lugar, menos barzinho e boliche.

Já na sala de aula, após ter passado o incidente ocorrido no final de semana, J.R parecia não estar com tanta raiva do pessoal, é claro que não deixou de reclamar sobre o "bolo" que levou do grupo, mas estava conversando normalmente com todos. Também não acreditaria na possibilidade de J.R parar de conversar com o grupo, pois eram as únicas pessoas da classe que tinha mais amizade e pelo fato de ficar, novamente, isolado na classe.
No intervalo, J.R tinha convidado para tomar cerveja num bar próximo a faculdade, mas só que todos recusaram. ("Às 10h da manhã, tomar cerveja?") Então, ele decidiu ir sozinho. Fiquei pensando se ele exageraria na bebida, mas isto não ocorreu, desta vez ele não deu uma de “o sem noção".
Além deste convite, anormal, J.R também convidou o pessoal para ir a uma festa que aconteceria em sua cidade (Bady Bassit). Uma dupla festa em um único dia. A primeira, seria um churrasco que aconteceria na casa de uma amiga do J.R e já a segunda, seria uma festa de peão que está tendo em Bady Bassit. De qualquer jeito iria nessas festas, mesmo se o restante do grupo não fosse. E foi que acabou acontecendo.

Acordei, tinha chegado o dia das festas. Estava ansioso e ao mesmo tempo um pouco com receio, pois sou um cara que tenho "medo das pessoas", quando tem muita gente parece que todas estão te olhando e avaliando, “mania de perseguição”. Mas além disso, estava curioso para saber como seriam essas festas.
O dia estava nublado, frio e estava preste a chover, isto não era nada animador, pois com um tempo desses da vontade de ficar em casa. Mas já estava decidido, eu iria de qualquer jeito.
Estava na rodoviária, o ônibus tinha chegado, mandei uma mensagem do celular, para J.R me esperar na rodoviária de Bady Bassit e assim parti rumo a pequena cidade de J.R ouvindo o meu MP3.
Chegando lá, encontrava-me na rodoviária de Bady, olhava ao redor para ver J.R e nada, foi quando pude vê-lo dentro de um carro com uma outra pessoa ao seu lado.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Capítulo 13

As aulas da faculdade já estavam terminando e as provas finais já se aproximavam, isto significava que a maior parte do tempo era dedicada aos estudos mas as saídas aos finais de semana com o grupo continuariam, consequentemente as atitudes sem noções também. Só que desta vez o sem noção não seria J.R.

As saídas foram se tornando enjoativas e repetitivas, sempre nos mesmos lugares (bar e boliche) calmos e isso foi me desanimando. Uma dessas saídas repetitivas foi ao Boliche, só que desta vez não teve discussões e vinho frisante, mas sim havia mais uma pessoa que eu tinha convidado, Renato não estava presente e um acontecimento engraçado e ao mesmo tempo nojento que ocorreu neste dia.
A pessoa que tinha convidado era uma amiga minha, simpática e divertida que por um determinado tempo pode presenciar algumas saídas, das quais o grupo realizou durante esse ano.
O acontecimento engraçado e nojento é que depois do Boliche fomos jogar baralho em casa e durante as partidas alguém resolveu ,simplesmente, mijar nas laterais do vaso sanitário e assim não acertando o buraco gigante. A pessoa que conseguiu realizar este feito, foi nada mais e nada menos que o J.R e o idiota que limpou o mijo fui eu. O que fico perguntando é, Porque J.R não limpou seu próprio mijo? Isto foi para me sacanear?...

Alguns dias tinham se passado depois deste ultimo acontecimento, encontrava-me na casa da minha amiga (a que estava no dia do boliche) e já estava indo embora quando fui convidado para comemorar um aniversário de seu primo, então decidi ficar para comer um pedaço de bolo.
A conversa foi interrompida pelo barulho do meu celular. Era J.R chamando-me para ir a um barzinho com o resto do grupo, aceitei e assim voltei para casa.
Chegando em casa, estava desanimado, não queria mais sair para lugar algum. Liguei para o pessoal do grupo para tentar desmarcar e assim Renato, C.A e Arthur tinham aceitado não sair. Só faltava ligar para J.R.
- Jean onde você esta? - perguntou Jader
- estou na Cachaçaria (barzinho de Rio Preto)
- Serio? (diga que não está)
- Sim, porquê?
- não estou ouvindo nenhum barulho. Então, o pessoal decidiu nem ir mais!
- Puta, vocês são fodas, vim de ônibus e agora vou ter que voltar (de R.P até Bady Bassit), nunca mais vou sair com vocês!. Desligou o celular.
Desta vez o sem noção não foi J.R e sim eu, por ter deixado de comer bolo da festa de aniversário e por ter dado um "bolo" em J.R

domingo, 6 de janeiro de 2008

Capítulo 12

Após ter terminado a confusão e o passeio, fui para casa e resolvi entrar na Internet, mais precisamente no MSN para ver se J.R estaria online. Ele estava online, mas este status mudaria para offline, somente para mim.

- Vocês são muito desunidos!.

Após esta fala de J.R, fiquei curioso para saber o "porquê" desta afirmação. A explicação foi verdadeira e realmente ele estava certo, principalmente em relação a mim, pois não consigo e nunca tentei sair com todos os meus amigos. Preferia assim, já que acho difícil relacionar os meus grupos de amigos (escola, "faculdade", japoneses) com todos.
O grupo da escola e dos japoneses, considerava todos como os meus amigos pelo fato de conhecerem a muitos anos, principalmente os meus amigos da escola . Já o grupo da faculdade, eram somente os meus colegas, pois não conhecia muito bem o pessoal. Então não poderia fazer certos tipos de brincadeira e zuações com o pessoal da faculdade, coisas que posso fazer com os outros dois grupos.
Para J.R foi chato ter ouvido aquele "não", mas essa minha resposta teve uma explicação, na qual acabo de citar acima. Além de J.R ter ficado chateado com isso, eu ficava provocando-o, uma dessas provocações foi ter jogado um pouco de vinho em sua camiseta. Isso foi um pouco o efeito do próprio vinho que tinha bebido, mas nem eu e nem ele estávamos bêbados, eu só estava alegre demais.

Tinha entrado no MSN, J.R estava online, era a oportunidade para me desculpar das minhas atitudes e de explicar os motivos de não ser o seu amigo. Fui conversar com ele, simplesmente falou umas três frases e me bloqueou no MSN. Tinha ficado chateado e ao mesmo tempo me sentia culpado por tudo aquilo que tinha feito.
Esta situação permaneceu por uns três dias, terminou quando J.R me desbloqueou do MSN e a confusão pôde ser explicada. Só fiquei surpreso ao saber que J.R tinha fingido ou encenado todo aquela situação(bloquear no MSN, partir para briga..). Não sei se foi uma forma de me zuar, mas se foi ele conseguiu. A única coisa que J.R tinha ficado chateado, foi a minha resposta: o “não”, do resto ele interpretou fazendo o papel da vítima.

De colegas para amigos, foi assim que com o tempo passei a considerar todos do grupo da faculdade.